
Eu fui à China (Brasil)
Eu fui à China é uma canção tradicional das crianças brasileiras. Apresenta caráter acumulativo e é bastante difundida em brincadeiras de roda, jogos de mãos e outras atividades rítmicas em grupo. Assim como ocorre com muitas cantigas tradicionais, é possível encontrar variações na letra e no modo de brincar, dependendo da região e do grupo de crianças.
Fui à China-na
Saber o que era Chi-na-na
Todos eram Chi-na-na
Lig-lig-lig, Chi-na-na
Fui ao clips
Saber o que era clips
Todos eram clips
Lig-lig-lig, clips
Fui ao rolê-lê
Saber o que era rolê-lê
Todos eram rolê-lê
Lig-lig-lig, rolê-lê
Fui ao tchá-tchá-tchá
Saber o que era tchá-tchá-tchá
Todos eram tchá-tchá-tchá
Lig-lig-lig,tchá-tchá-tchá
Fui à China-na
Saber o que era clips
Todos eram rolê-lê
Lig-lig-lig, tchá-tchá-tchá
DOMÍNIO PÚBLICO. Eu fui à China.
Intérpretes: Lydia Hortélio, Casa das 5 Pedrinhas, Crianças da Casa Redonda.
Disponível em Spotify.
Acesso em: 2 mar. 2026.
Na brincadeira tradicional, cada uma das partes é acompanhada por gestos diferentes:

China-na
(Apontar os olhos)

Clips
(Cruzar os braços)

Rolê-lê
(Balançar a mão direita)

Tchá-tchá-tchá
(Dançar lateralmente)
A melhor forma de começar… é brincando !
Se o seu grupo ainda não conhece essa brincadeira, introduza os movimentos através da “Brincadeira do Eco“. Você pode variar os parâmetros sonoros, cantando grave/agudo ou forte/fraco. Depois da exploração sonora, apresente as frases completas.
IMPORTANTE: Prepare-se previamente para poder desfrutar da brincadeira também.
Depois de aprender a canção, podemos brincar com pequenas variações:
Cantar em bocca chiusa, acompanhando com os gestos.
Cantar e acompanhar com os objetos do cotidiano ou percussão corporal, seguindo o ritmo de cada palavra.
Pergunta e Resposta: Divida a turma em 2 grupos; o primeiro grupo começa e o segundo completa a frase. Como no exemplo:

Pergunta – Resposta (variações)
a. Grupo 1 canta sua parte, grupo 2 responde batendo palmas acompanhando o ritmo de cada palavra.
b. Acompanhar o ritmo das palavras (sem falar as palavras) com objetos do cotidiano. Exemplo: grupo 1 com colheres de metal e grupo 2 com colheres de madeira.
LEMBRE-SE: as sequências não devem ser feitas em uma única aula ou uma única vez. Aprender é processo e a repetição é condição importante para a consolidação da memória, fortalecimento e construção de novas conexões neurais. Observe, sempre, a necessidade e os limites do seu grupo.
De olho nas FEs

Controle Inibitório
ATENÇÃO para aprender o texto e os movimentos correspondentes.
AUTO CONTROLE para esperar pela sua vez durante a atividade de PERGUNTA E RESPOSTA.
AUTO CONTROLE para tocar e inibir a fala.

Memória de Trabalho
Cantar a canção fazendo os movimentos.
Relacionar som e movimento, e executá-los de acordo com as palavras na melodia.
Cantar e tocar colheres.

Flexibilidade Cognitiva.
Cantar em bocca chiusa e fazer os movimentos.
Acompanhar o ritmo das palavras com as colheres, sem falar as palavras.
Tocar PERGUNTA E RESPOSTA com as colheres, sem falar as palavras.
Conheça uma outra variação da mesma brincadeira:
DOMÍNIO PÚBLICO. Eu fui à China. Intérprete: Thiago Di Luca.
Disponível em Spotify.
Acesso em: 2 mar. 2026.
Ampliando o conhecimento musical
Bocca chiusa – é uma expressão italiana, e literalmente quer dizer “boca fechada”. É uma indicação de execução vocal que orienta o cantor ou o coro a cantar com os lábios cerrados, sem articular o texto, produzindo um som semelhante à vocalização da consoante nasal “m”.
BOCCA chiusa. In: SADIE, Stanley; TYRRELL, John (ed.). Grove Music Online. Oxford: Oxford University Press, 2001–. Disponível em: https://www.oxfordmusiconline.com/. Acesso em: 21 fev. 2026.
Objeto do cotidiano – é todo artefato ou material presente na vida diária das pessoas, utilizado em atividades comuns — domésticas, escolares, profissionais ou de lazer — e que, fora de sua função habitual, pode ser ressignificado em diferentes contextos, inclusive como fonte sonora.
Em educação musical, colheres, copos, caixas, papéis ou tampas deixam de cumprir apenas sua função utilitária e passam a ser explorados como fontes de investigação sonora, criação e experimentação.